Campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro intensificam a disputa nas redes sociais no segundo turno
PT montou núcleo com jovens influenciadores eleitos em Brasília. Aliados do candidato do PL criaram canal para responder ao adversário e acusam os petistas de espalhar informações falsas
A disputa digital entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novas frentes na primeira semana do segundo turno. As duas candidaturas mobilizam influenciadores e canais de WhatsApp para ampliar o alcance de suas mensagens. As informações são do portal g1.
Os dois lados contam com canais de apoiadores, o “Exército do Lula” e a “Tropa do Flávio”, usados para distribuir conteúdos e organizar compartilhamentos. Integrantes das duas equipes afirmam que essas iniciativas não fazem parte das campanhas oficiais.
A força-tarefa do PT
A campanha petista montou uma sala em sua sede, em Brasília, para receber um grupo de influenciadores e jovens políticos eleitos. Eles se reuniram com Lula na quarta-feira (7) e devem ficar na capital pelo menos até esta sexta-feira (9). O presidente também passou a gravar vídeos em formato de selfie.
O secretário nacional de Comunicação do PT, Jilmar Tatto, disse que a campanha passou “do analógico para o digital”. Segundo ele, a mudança foi provocada pelo resultado do primeiro turno e talvez não ocorresse se Lula tivesse terminado na frente.
A deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) defende atuação mais intensa da esquerda nas plataformas, onde, na avaliação dela, a direita ganhou força a partir de 2018. Luna Zarattini (PT-SP) afirmou que o encontro marcou o início de uma ação coordenada, com foco também em quem não votou no primeiro turno.
Jones Manoel (PSOL-PE) disse que o grupo discutiu como ampliar a votação de Lula entre pessoas de baixa renda, mulheres e jovens, com destaque para propostas como tarifa zero no transporte, redução do custo de vida e geração de empregos.
A deputada Erika Hilton (PSOL-SP), com mais de 5,4 milhões de seguidores no Instagram, tem chamado seu público para grupos de apoio a Lula. O deputado André Janones (Rede-MG) comanda o canal “Exército do Lula”, criado em abril, que define metas de compartilhamento para os apoiadores.
A reação dos aliados de Flávio
Em resposta, o PL criou o canal “Tropa do Flávio”. O senador eleito Gustavo Gayer (PL-GO) gravou um vídeo convocando apoiadores a entrar no grupo e acusou o PT de montar uma “milícia digital” para espalhar informações falsas sobre o candidato.
Na quinta-feira (8), o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que tem mais de 22 milhões de seguidores no Instagram, publicou um vídeo em que contesta, ponto a ponto, declarações de Lula.
O próprio Flávio Bolsonaro criticou a mobilização petista em uma transmissão ao vivo. Ele acusou o partido de inventar e espalhar notícias falsas e pediu que seus apoiadores participem da comunidade no WhatsApp.
O empresário Pablo Marçal, que apoia Flávio, também divulgou o canal. O senador eleito Guilherme Derrite (PP) disse que prepara um vídeo para rebater o novo lema petista sobre segurança pública.
Monitoramento de boatos
A campanha de Flávio afirma que acompanha a circulação de informações falsas sobre o candidato. Entre os casos está a alegação de que ele tiraria de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. Outro é um vídeo com áudio manipulado por inteligência artificial em que ele supostamente promete cortar o 13º salário e as aposentadorias. O conteúdo foi classificado como falso pelo serviço de checagem do g1.
Com informações do g1.