Economia

EUA suspendem Microsoft e outras gigantes de tecnologia de programa que leva ao green card

Oito empresas ficam impedidas de pedir residência permanente para funcionários estrangeiros. Governo Trump cita suspeita de fraude, sem apresentar provas, e diz querer priorizar trabalhadores americanos

EUA suspendem Microsoft e outras gigantes de tecnologia de programa que leva ao green card
Foto: Nathan Howard / Reuters

O governo dos Estados Unidos suspendeu nesta quinta-feira (8) a Microsoft e outras grandes empresas de tecnologia de um programa necessário para a obtenção do green card, o visto de residência permanente no país. A medida amplia a ofensiva do governo Donald Trump contra a contratação de trabalhadores estrangeiros. As informações são do portal g1 e da agência Reuters.


Segundo o vice-presidente JD Vance, o objetivo é pressionar as companhias a dar prioridade a trabalhadores norte-americanos. Ele afirmou que a Microsoft é uma grande empresa americana e precisa contratar americanos.


Empresas atingidas


Microsoft

Adobe

Cognizant

Infosys

Tata Consultancy Services (TCS)

Wipro

HCL

Capgemini


Mais cedo, o governo havia citado apenas a Microsoft. A empresa não respondeu de imediato aos pedidos de comentário da Reuters.


O que muda


As empresas ficam fora do processo conhecido como PERM. Trata-se de uma certificação do Departamento do Trabalho na qual o empregador precisa demonstrar que não encontrou um trabalhador americano qualificado, disponível e disposto a ocupar a vaga. Na maioria dos casos, só depois dessa etapa é possível pedir o green card com base em emprego.


O secretário do Trabalho, Keith Sonderling, afirmou que o governo não vai aceitar novos pedidos dessas empresas nem dar andamento aos que estão pendentes.


A suspensão pode afetar milhares de profissionais estrangeiros que dependiam do patrocínio dessas companhias para conseguir a residência permanente, tanto os que já trabalham nos Estados Unidos quanto os que pretendiam se mudar.


Suspeita de fraude, sem provas apresentadas


O governo americano diz suspeitar de irregularidades e possíveis fraudes no uso dos programas migratórios por parte de algumas empresas. Até agora, não apresentou publicamente provas detalhadas.


Vance também acusou a Microsoft de uso abusivo do visto H-1B, destinado à contratação temporária de estrangeiros altamente qualificados. Para o vice-presidente, o programa só deveria ser usado em vagas impossíveis de preencher com americanos.


As empresas de tecnologia argumentam há anos que esses vistos ajudam a suprir a falta de profissionais especializados em áreas como engenharia, computação e inteligência artificial.


Universidades na mira


Segundo a Reuters, nove universidades americanas serão investigadas por suspeita de uso inadequado de programas para estudantes e pesquisadores estrangeiros. Entre elas estão Harvard, Yale e Stanford. As autoridades suspeitam que algumas instituições usem alunos internacionais para reduzir custos trabalhistas.


Política migratória mais rígida


A decisão se soma a outras medidas recentes. Nos últimos dias, o governo anunciou restrições a programas para estudantes internacionais e indicou mudanças nos vistos H-1B e J-1, usados por profissionais qualificados, pesquisadores e participantes de intercâmbio.


A principal campanha migratória do governo Trump mirava imigrantes em situação irregular. As novas medidas mostram que o foco passou a incluir também as formas legais de entrada e permanência no país.


Com informações do g1 e da Reuters.

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