Política

Presidente do TSE diz que não há indício de interferência estrangeira nas eleições

Nunes Marques comentou o fechamento da embaixada dos EUA e os alertas de outros países. Diretor da PF também afirmou que não encontrou risco concreto às representações diplomáticas

Presidente do TSE diz que não há indício de interferência estrangeira nas eleições
Foto: Reprodução / g1

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que as investigações de inteligência "não apontam qualquer tipo de risco" de interferência estrangeira nas eleições deste ano. A declaração foi dada em entrevista coletiva na sede do tribunal, em Brasília, segundo o portal g1.


O ministro respondeu a perguntas sobre a decisão de representações diplomáticas de suspender serviços ou emitir alertas de segurança às vésperas da votação. Ele disse que, até o momento, nenhuma das equipes do tribunal encontrou indicativo concreto de interferência internacional.


Nunes Marques lembrou que, nos últimos meses, havia preocupação de que esse tipo de interferência ocorresse por meio das plataformas digitais. Para ele, o trabalho feito pelo TSE em parceria com as empresas, e o esforço delas para se adequar à legislação brasileira, afastou muitos dos problemas esperados.


Na mesma entrevista, o ministro afirmou que a votação ocorre normalmente. Segundo o balanço apresentado, 1.121 urnas foram substituídas no país.


Embaixadas e alertas


Na sexta-feira (2), os Estados Unidos suspenderam o atendimento presencial na embaixada e nos consulados no Brasil, alegando questões de segurança. A Embaixada da Austrália também interrompeu as atividades presenciais em Brasília. Reino Unido, Irlanda e Alemanha emitiram alertas para seus cidadãos no país.


PF não comprovou ameaça


Pouco antes, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, disse que as investigações não indicaram nenhuma movimentação contra representações diplomáticas.


Na sexta-feira, a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. Dois suspeitos foram alvo da ação.


Rodrigues explicou que a PF recebeu uma comunicação da embaixada americana e agiu para verificar se as informações eram verdadeiras. Segundo ele, o processo corre em sigilo, e a polícia não comprovou nenhum elemento concreto de risco para essa ou para qualquer outra embaixada.


Pedidos do PT e da campanha de Lula


Em 23 de setembro, o PT pediu ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), a abertura de um inquérito sobre supostos episódios de interferência estrangeira nas eleições. A petição reúne casos que, na avaliação do partido, envolvem possível financiamento, apoio ou influência de fora do país na candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência.


Na sexta-feira (2), a campanha do presidente Lula pediu ao TSE que a suspensão dos serviços consulares dos EUA seja incluída em uma eventual investigação sobre o tema. A campanha afirma que a decisão, tomada às vésperas da votação, gera insegurança.


Com informações do g1, da TV Globo e da GloboNews.

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