Relatório da Embaixada dos EUA em Brasília chama vitória de Lula de "definitiva", diz Folha
Documento enviado ao Departamento de Estado afirma que observadores, como a OEA, não tiveram dúvida sobre o resultado; diferença foi de 4,4 milhões de votos.
Um relatório da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, enviado ao Departamento de Estado e obtido pela Folha de S.Paulo, considera "definitiva" a vitória de Lula no segundo turno da eleição presidencial, realizado no domingo (25). A informação foi repercutida pelo Brasil de Fato nesta sexta-feira (30).
O que diz o relatório
Classifica a vitória de Lula como "definitiva" e "surpreendente"
Afirma que a votação foi majoritariamente pacífica e sem questionamentos internacionais capazes de comprometer o pleito
Registra que observadores internacionais, como a OEA, consideraram a eleição bem organizada e disseram não ter "nenhuma dúvida sobre os resultados"
Descreve o impacto da extensão do horário de votação como insignificante
Relata que integrantes do PL temiam, de forma reservada, que Flávio Bolsonaro provocasse uma crise política sem respaldo jurídico
Números
A diferença final foi de cerca de 4,4 milhões de votos a favor de Lula sobre Flávio Bolsonaro. Segundo dados do TSE citados no relatório, cerca de 34 mil votos foram registrados após as 17h, o equivalente a 0,03% dos votantes.
Horário estendido
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação em duas horas em todo o país, depois de pedidos das campanhas por problemas no transporte público. O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não alterou o resultado.
Contexto
Segundo o Brasil de Fato, Flávio Bolsonaro insiste em contestar a derrota. O presidente dos EUA, Donald Trump, questionou o processo eleitoral brasileiro e chamou a votação de "uma vergonha", sem apresentar provas de fraude. O TSE confirmou a vitória de Lula e afirmou que a eleição transcorreu com segurança.
Outro lado
A reportagem não localizou, nas fontes consultadas, resposta de Flávio Bolsonaro ao relatório. A embaixada não comentou publicamente o conteúdo do documento nas informações disponíveis.
Com informações do Brasil de Fato, da Folha de S.Paulo (citada) e do TSE.