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TST suspende julgamento sobre greve dos Correios e remarca decisão para quinta-feira

Sessão desta segunda-feira (21) foi interrompida após os Correios apresentarem novos documentos; paralisação continua por enquanto.

TST suspende julgamento sobre greve dos Correios e remarca decisão para quinta-feira
G1

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) suspendeu nesta segunda-feira (21) o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a greve dos Correios. A sessão foi interrompida após a estatal apresentar novos documentos que pedem que a paralisação seja considerada abusiva.


O presidente do TST, ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, decidiu remarcar o julgamento para quinta-feira (24). Segundo ele, as entidades que representam os trabalhadores precisam ter tempo para analisar a documentação apresentada pelos Correios.


A greve dos trabalhadores dos Correios começou em 10 de setembro, após empresa e representantes da categoria não chegarem a um acordo sobre o Acordo Coletivo de Trabalho. Um dos principais pontos de divergência envolve mudanças no plano de saúde de funcionários, aposentados e dependentes.


Antes do julgamento, o TST já havia determinado que pelo menos 80% do efetivo permanecesse trabalhando em cada unidade dos Correios durante a paralisação. A medida foi estabelecida por decisão liminar enquanto o caso não tivesse uma decisão definitiva.


Durante a sessão desta segunda-feira, a relatora do processo havia apresentado entendimento pela não abusividade da greve e pela compensação dos dias parados. A previsão era de retorno dos trabalhadores às atividades na terça-feira (22), mas a apresentação dos novos documentos levou à suspensão da análise.


Com a interrupção do julgamento, a paralisação permanece por enquanto. A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT) orientou os trabalhadores vinculados às entidades filiadas a manterem a greve até a retomada do julgamento.


O novo julgamento está previsto para quinta-feira (24), quando o TST deverá voltar a analisar o dissídio coletivo e as questões relacionadas à paralisação.

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