Dólar fecha a R$ 5,15 e Ibovespa sobe 0,54% com crise no STF e véspera de Copom e Fed
Petrobras subiu mais de 3% na esteira da alta do petróleo; índice da B3 encerrou aos 186.503 pontos à espera das decisões de juros no Brasil e nos EUA.
Redação Mira da Notícia
O dólar encerrou esta terça-feira (15) em alta de 0,14%, cotado a R$ 5,1543. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, subiu 0,54% e fechou aos 186.503 pontos, puxado por um ganho superior a 3% nas ações da Petrobras.
No acumulado, o dólar registra alta de 0,57% na semana, queda de 0,49% no mês e recuo de 6,09% no ano. O Ibovespa marca queda de 0,38% na semana, alta de 5,12% no mês e valorização de 15,75% em 2026.
O Supremo no radar dos investidores
O foco do dia foi a sessão do STF sobre o relatório da Polícia Federal que apontou troca de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes. Segundo o documento, foram 52 mensagens entre 28 de outubro e 17 de novembro de 2025 — dia da primeira prisão de Vorcaro, quando o Banco Master já era alvo de investigações.
Em sua primeira manifestação pública sobre o caso, Moraes negou ter favorecido o banco ou o ex-banqueiro e afirmou jamais ter julgado processos envolvendo os dois. Classificou as acusações como tentativa de responsabilizá-lo por anotações feitas por terceiros e atribuiu motivação "político-eleitoral" à ofensiva.
No campo eleitoral, nova rodada da pesquisa Quaest mostrou Lula (PT) com 36% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro (PL), com redução da distância entre os dois no eleitorado feminino.
Superquarta: Copom e Fed em direções opostas
As duas decisões de juros previstas para quarta-feira dominaram a agenda econômica. No Brasil, a expectativa é de mais um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa a 13,75% ao ano — o menor patamar desde janeiro do ano passado. O movimento acompanha a desaceleração dos preços: o IPCA caiu 0,32% em agosto, na maior queda desde 2022.
Nos Estados Unidos, o cenário é inverso. A maioria do mercado projeta que o Fed volte a elevar os juros, o que seria a primeira alta em mais de três anos, diante da retomada da inflação americana. No fim do mês passado, o presidente do banco central americano, Kevin Warsh, já havia sinalizado essa possibilidade.
"Precisamos ter certeza de que a inflação subjacente está se movendo em direção ao nosso objetivo, de forma clara e em velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer", disse Warsh em conferência do Fed em agosto.
Petróleo pressionado
Ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita na segunda-feira deixaram o oleoduto Leste-Oeste fora de operação, ampliando o temor de que os reparos demorem. Por volta das 17h, o Brent subia 2,83%, a US$ 108,67 o barril, e o WTI avançava 4,43%, a US$ 105,88.
Bolsas no exterior
Em Wall Street, os três principais índices fecharam em queda: Dow Jones (-0,63%), S&P 500 (-0,45%) e Nasdaq Composite (-0,78%). Na Europa, o STOXX 600 caiu 0,3%, aos 634,18 pontos, no menor nível em três meses; DAX (-0,15%), CAC-40 (-0,34%) e FTSE 100 (-0,37%) seguiram o movimento.
Na Ásia, o índice de Xangai recuou 0,5% e o CSI300 perdeu 0,7%, com dados mistos de agosto indicando demanda interna fraca na China. O Hang Seng caiu 1%, o Nikkei ficou praticamente estável (-0,01%) e o Kospi recuou 0,85%.
Com informações do g1 / globo.com. Texto redigido pela redação do Mira da Notícia.